Herbie ali tão perto
A primeira visita á Casa da Música e logo para vêr o concerto de uma daquelas pérolas que costumava assistir no canal Bet on Jazz.Era a alegria dos meus 17 (pra além da bola) aquelas horas com concertos de musicos imortais,e este foi o primeiro que vi em carne e osso.O menino de 11 anos que tocava um concerto de Mozart com a orquestra de chicago,aos 23 recebeu o convite pra ingressar na banda de Miles Davis e ninguem mais o segurou,agora já conta com 10 grammys.
Noite de sabado...começou como previ,enganei-me no caminho :) ,mas cheguei também a tempo de uma sessão fotografica no terraço e de uma surpresa...Entramos na sala Suggia e.."será que é ele?..vou lá ou não?..claro que vou!" na regie reencontro o R.Pavani que conheci em Mértola. Nem foi preciso eu perguntar nada,ele com aquela alegria brasileira fez logo uma festa assim que me viu. Mostrou-me o equipamento da regie,apresentou-me o Contour Array da HK e ainda prometeu levar-me ao palco no final,resumindo,um porreiro!
Hora do concerto..sala cheia..tirei uma foto com o tlm,já tinha o segurança a tocar-me no ombro,"oh pahh :( gostava tanto que fosse "a" segurança a vir repreender-me" :P Entrou a banda: Lionel Loueke na guitarra ; Nathan East no baixo ; Vinnie Colaiuta na Bateria. Foi o Herbie que fez a introdução: bastante calma,pausada,relaxando a sala..focou-se mais no Korg Oasys com uma mistura de pad´s bastante suaves,sons de percursão,instrumentos de sopro ; complexa harmonicamente e aumentando de intensidade gradualmente. No fim da primeira música levantou-se e veio á frente mostrar a sua simpatia,simplicidade..um pouco de humor num tom mto agradavel.
Quero destacar o som maravilhoso do Contour juntando uma boa equalização e mistura na Midas.Depois deliciou-nos com o seu aclamado funk,fusão ; momento para fazer acender mais uma estrela no palco: o Colaiuta pôs a plateia a vibrar com o seu groove.Por segundos surgiam-me imagens de um polvo na bateria,os seus membros superiores extendiam-se até á ponta das baquetas como se fizessem parte do corpo,movendo-se com incrivel agilidade e suavidade.Houve tempo também para os solos individuais,o Loueke na guitarra trouxe á tona o lado afro-americano do compositor com um solo surpreendente juntando a percurssão vocal molhada num pitch-shifter,aos sons fortes e variados que conseguia extrair do corpo da guitarra.Ainda assim quem conseguiu o aplauso mais eufórico do público foi o Colaiuta,o único que não solou foi o Nathan,o seu momento viría mais tarde a quando do "I just call to say i love you",como o Herbie não podia trazer todas as estrelas pop que marcaram presença no ultimo album,quem cantou algumas das musicas foi o baixista.Foram pra mim os minutos mais emotivos do concerto,ele cantou como só os afro-americanos sabem..(nem os pelinhos debaixo da camisola ficaram indiferentes).
Foram cerca de 2:30 em que os olhos poucas vezes piscaram.No final lá fomos nós espreitar o equipamento das Vedetas,nem vou referi-lo aqui pra não chocar os mais sensiveis :)
Deixo algumas fotos que o Pavani tirou:




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